| Dez jeitos de mostrar a seu filho que ninguém vive sozinho |
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| Ter, 13 de Setembro de 2011 09:29 |
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E é justamente assim que seu filho vai desenvolver habilidades para se relacionar com as pessoas e para seguir regras sociais. Preparamos algumas dicas para seu filho, e você, aproveitar ainda mais o próximo encontro com os amigos na sua casa. Aqui, vocês são os anfitriões. Mas, lembre-se: aceitar o convite para conhecer a casa do amigo é bem significativo também. Sempre incentive seu filho a participar desses encontros. 1. Faça o convite Receber crianças em casa é uma delícia mas requer uma organização mínima no meio da sua rotina que certamente não é das mais calmas. Portanto, melhor acertar tudo direitinho com a mãe do amigo. Se for a primeira visita, vale fazer algumas perguntas, saber se ele tem qualquer tipo de alergia ou se há alguma recomendação. Também é importante combinar o horário de chegada – para segurar a ansiedade do seu filho. E a que horas ele vai embora, assim você consegue organizar melhor o tempo deles na sua casa. 2. Converse antes Se seu filho ainda não está acostumado a receber os amigos, é importante que vocês tenham uma conversa. “Conte que as coisas dele, de certa forma, ficarão ‘disponíveis’, e que é natural o amiguinho querer brincar com elas”, diz Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP) e mãe da Amanda, 17 anos. Ela sugere que você questione seu filho se existe algum brinquedo que ele não aceita compartilhar. Nesse caso, guarde-o em local sem o acesso das crianças. “Diga que ele tem o direito de fazer isso mas que, como toda escolha, ganha-se por um lado e perde-se por outro: ele também será privado daquele brinquedo.” Deixe que ele decida mas, claro, sempre o incentive a dividir, a compartilhar. 3. Cuide da segurança Seu filho já está acostumado com sua casa, mas o amigo, não. Portanto, antes da chegada do convidado, tire de circulação qualquer coisa que possa ser perigosa para ele, como vasos de vidro ou outras peças que possam machucar. O animal de estimação também só poderá ficar solto se for muito tranquilo e realmente não estranhar pessoas diferentes na casa. 4. Prepare um lanche simples e delicioso Você não precisa montar um banquete para receber as crianças, mas um lanchinho não pode faltar. Há uma combinação básica que costuma não ter erro e é bem fácil: pão de queijo (que você pode comprar congelado e colocar no forno, ou ainda passar na padaria e pegar pronto), bolo de chocolate (que você pode fazer em casa ou comprar pronto também) e suco de laranja. Difícil uma criança que não vá gostar. Outra sugestão que também faz muito sucesso é deixar que eles preparem minipizzas. Você compra a massa pronta e separa vários tipos de recheios em potinhos sobre a mesa: muçarela ralada, peito de peru picadinho, azeitonas sem caroço, queijo cremoso, milho verde, ovos cozidos cortados em rodelas, além do molho de tomate e do orégano. Eles podem montar as pizzas e você só coloca no forno e serve com um suco de frutas. Na casa da Cecília Russo, psicóloga e autora do livro Vida de Equilibrista (Ed. Cultrix), o que sempre fez sucesso foram os piqueniques. “Cada um trazia um lanche, ficavam horas no jardim, correndo, comendo e trocando brincadeiras e experiências. Tenho muitas saudades desses encontros!”, diz a mãe da Beatriz, 18 anos, e do Gabriel, 15, já cheia de nostalgia. 5. Proponha brincadeiras Pode ser que aqueles grandes amigos da escola fiquem tímidos quando colocados em outro ambiente e com adultos com os quais eles não estão acostumados a conviver. Essa é a hora que você pode entrar e propor alguma atividade. Simone Quintas, diretora de redação das revistas Casa e Jardim e Casa e Comida, e mãe de Filipe, 4 anos, e Beatriz, 2, é quem dá a dica: “Entreter crianças na faixa dos 3 anos de idade por mais de cinco minutos é um desafio. Costumo recebê-las em casa, pois moro num condomínio cheio delas, e acredito que, quando estão em grupo – por mais loucura que pareça –, fica bem mais fácil de dar conta do recado. Para diverti-las, aprendi uma brincadeira que costuma funcionar – e por um bom tempo. Basta papel, cola, giz, lápis, canetinha e recortes de revistas: de bichos, carros, pessoas, paisagens, casas, objetos etc. Juntos, inventamos um tema para criar uma história, que vai sendo contada aos poucos, e ganha vida no papel através das colagens e de desenhos que fazemos. Cada criança dá seu palpite, acrescenta personagens, rabisca um passarinho, cola uma nuvem... No final, exercemos nossa criatividade e ganhamos um lindo painel!”. Massinha e argila também fazem a alegria das crianças. Uma boa dica é comprar um rolo de papel craft para forrar o chão ou a mesa que vocês estiverem usando. Por sinal, esse papel também é uma delícia para desenhar. Pular corda (você lembra das músicas que cantava?), pular elástico, brincar de cabra-cega e corre-cotia também podem estar na sua lista. 6. Perceba quando é hora de sair de cena Algumas vezes, um adulto para mediar a brincadeira pode ajudar muito, mas é importante saber quando chegou a hora de deixar as crianças sozinhas (mas sempre de olho nelas, claro!). “Me coloco à disposição da criança para ela ficar à vontade e se sentir segura, mas fico trabalhando no meu canto. Não gosto de interferir muito para que a brincadeira role naturalmente”, diz a mãe da Laura, 8 anos, da Isabel, 5, e do André, 4, a jornalista Mariana Kotscho. A Roberta Manreza, que apresenta com a Mariana o programa Papo de Mãe, do Canal Brasil, conta que a filha Juliana, 8 anos, toda semana convida várias amigas para brincar e dormir em casa. “A discussão sempre gira em torno da escolha da brincadeira. Eu deixo as meninas decidirem sozinhas, mas sugiro que alternem as atividades para que todas possam escolher. Sempre dá certo. Elas se sentem valorizadas e contentes por dar oportunidade às amigas.” 7. Deu briga. É preciso intervir? A psicóloga Rita Calegari é quem ensina: “Controle a ansiedade de mediar os conflitos das crianças. Fique atento, mas deixe-os tentar resolver e intervenha somente se perceber que as crianças não entraram num acordo ou se houve alguma injustiça”. É preciso saber a hora de entrar em ação. “Quando vejo que vai ficar pesado, tomo a liderança. Combino que o brinquedo, por exemplo, vai ficar dez minutos com cada um. É importante eles perceberem que alguém está lá para ajudar”, diz Flávia Miranda, psicóloga, educadora e mãe do Davi, 4 anos. Tente resolver tudo da maneira mais tranquila possível e, depois da visita, retome o assunto com seu filho. “Quando uma criança recebe amiguinhos, ela se sente muito importante e nós devemos tomar cuidado para não ‘quebrar a autoridade’ deles nessa situação”, diz Rita. 8. “Eu quero a minha mãe…” “Visitar um amigo é sair da zona de conforto”, diz Flávia. Por isso, pode ser que diante de uma dificuldade na brincadeira ou por não gostar de algum dos itens do lanche, seu pequeno convidado queira ir para casa, onde tudo é conhecido e seguro. Nessa hora, o melhor é acolher a criança, envolvê-la em alguma brincadeira ou propor que ela ajude a preparar um outro lanche. Se mesmo assim estiver muito difícil para ela, ligue para a família. Se a decisão for a de ir para casa, nada de frustração. Tudo isso faz parte do desenvolvimento das crianças, são pequenos treinos para que eles consigam sair do tranquilo ambiente familiar. Para alguns, isso acontece mais rapidamente. Para outros, pode levar algum tempo. E está tudo bem. 9. Despedida mais feliz Em geral as crianças não gostam muito desse momento. Conforme vão crescendo, aumentam as ligações para pedir para ficar “só mais um pouquinho” na casa do amigo. De toda maneira, a hora de ir embora pode ser mais feliz se você providenciar uma pequena lembrança. Durante o encontro, faça algumas fotos das crianças juntas, escolha a melhor imagem e imprima em casa mesmo. Entre as atividades do encontro você pode propor que eles pintem uma moldura feita em cartolina (para uma foto de 10 cm x 15 cm, corte uma moldura com a parte de fora medindo 12 cm x 17 cm e a área vazada com 9,5 cm x 14,5 cm). Aí é só colar. Eles vão adorar voltar para casa com uma recordação daquele encontro especial. 10. Depois do tchau A ressaca vai ser grande, mas Flávia faz uma proposta interessante: “Aproveite a oportunidade para retomar junto com seu filho as diferenças e semelhanças entre os hábitos, tradições e regras das famílias em questão. Essa é uma ótima oportunidade para trabalhar e refletir a respeito das regras de convivência e, principalmente, a tolerância!”. Conversa feita, é hora de relaxar e começar a planejar o próximo encontro! Fonte: Revista Crescer Mariana Massarani
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