| Família é fator decisivo para a escolha da carreira |
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| Ter, 13 de Setembro de 2011 09:55 |
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"A pesquisa nos mostra que os pais, assim como os alunos e os professores, também precisam de orientação vocacional para não prejudicarem o processo da escolha", diz Luciano Romano, coordenador da pesquisa. É compreensível que o dono de uma empresa queira ver o filho ocupando sua posição em seus negócios no futuro, ou ainda que um advogado deseje ver a filha seguindo seus passos no Direito. Mas a escolha profissional é pessoal e intransferível. "O papel dos familiares nesse momento delicado de escolha é ser um ouvido inteligente e ajudar o estudante a se questionar sobre suas escolhas. Mais do que oferecer respostas, os pais devem ajudar os jovens a fazer as perguntas corretas", diz Maria Beatriz de Oliveira, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Luciano Romano, da Anhembi, aponta outro efeito da pressão familiar. "O mercado de trabalho é dinâmico e muitas vezes os mais velhos não acompanham as mudanças. Por isso, os pais costumam apontar profissões tradicionais e torcem o nariz quando o filho diz que deseja seguir um carreira nova, como design de games, por exemplo." Nessa hora, cabe ao aluno expor seus desejos e pontos de vista. "O jovem está antenado com as transformações das profissão e não pode ter medo de expressar sua vontade", acrescenta o especialista. Outros fatores também influenciam na hora da escolha profissional, de acordo com a pesquisa realizada em São Paulo. Aparecem na lista as características da profissão (30,5%), a remuneração (26,5) e vocação (17,5%). Como os estudantes puderam assinalar mais de uma fator de influência, a soma final ultrapassa o 100%. Ainda de acordo com o levantamento, as principais dúvidas que assolam os vestibulandos em relação a carreira são a situação do mercado de trabalho (65,1%), a área de atuação de cada profissão (42,6%) e as especializações disponíveis para cada opção de curso (38,8%). A pesquisa foi realizada com 19.883 estudantes do 3º ano do ensino médio de escola públicas (36%) e particulares (64%) de São Paulo. Desse total, 44% afirmaram que ainda estão indecisos sobre que carreira seguir. De acordo com Luciano Romano, coordenador do estudo, o porcentual reflete a cultura dos jovens e das escolas de se preocuparem com a orientação vocacional apenas nas vésperas do vestibular. "A decisão é um processo que deve ser tratado desde o final do ensino fundamental para que opção seja um processo consciente e consistente", afirma o especialista. O estudo lançou luz ainda, sobre os fatores que influenciam na escolha da universidade. Para 76,8% das entrevistados, o reconhecimento do mercado de trabalho é determinante enquanto para 60,9% o reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) deve ser levado em conta. Ainda, 40,6% afirmaram que a mensalidade é um fator importante na hora da escolha. Fonte: Revista Veja
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