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Estudantes brasileiros na Olimpíada Internacional de Astronomia PDF Imprimir E-mail
Qui, 18 de Agosto de 2011 10:06

Estudantes do ensino médio vão se encontrar na cidade de Cracóvia, na Polônia, para um desafio científico. Entre os dias 25 de agosto e 3 de setembro, a cidade será sede da 5ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês). O evento reúne 27 países, entre eles, o Brasil, que vai sediar o evento no ano que vem. Participante desde a primeira edição, o nosso país já conquistou seis medalhas de prata, seis de bronze e três menções honrosas. A esperança agora é conquistar a de ouro.

Cinco jovens brasileiros vão nos representar. Conquistaram as primeiras colocações na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), em maio: Ivan Tadeu, 16, Pedro Caetano, 16, Tábata Amaral, 17, e Gustavo Haddad, 16, de São Paulo; e Rafael Bordoni, 18, do Amazonas. À frente da equipe, estarão os professores Thais Mothé-Diniz, do Observatório do Valongo, da UFRJ e Felipe Gonçalves Assis, ex-participante da Olimpíada.

Durante uma semana, os estudantes assistirão às palestras e conhecerão o Planetário do Ibirapuera, em SP. O treinamento contará com aulas de astronomia e astrofísica, além de analisarem o céu da Polônia através de uma projeção. A preparação será organizada pelo Dr. João Canalle, coordenador da OBA, e realizada pelos professores Dr. Julio Klafke e Dra Thaís Mothe Diniz, todos membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB). “O encontro dos jovens antes da viajem vai promover maior integração à equipe, o que é muito importante numa competição”, ressalta Canalle.

Utilizando telescópios, calculadoras e muita criatividade, os jovens farão as provas da olimpíada internacional em três modalidades: observacional, teórica e prática. Primeiramente, os participantes vão demonstrar seus conhecimentos sobre o céu “que podemos ver”. Depois, terão de resolver problemas de variados níveis sobre astrofísica, astronomia de posição, mecânica celeste e cosmologia. Por fim, vão aplicar tudo o que leram nos livros, utilizando e interpretando dados de observação do céu como um astrônomo profissional.

Segundo Canalle, a competição ajuda a motivar os estudantes a se interessarem pela astronomia. “Nossa área é muito carente de profissionais especializados e dispomos de pouquíssimos professores formados. Tanto a OBA quanto a IOAA surgem com o objetivo de atrair não só os jovens, mas também os futuros mestres em Astrofísica”, prevê.

A IOAA é reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês). A organização da competição exige que cada país se comprometa a realizar uma edição da Olimpíada, arcando com todas as despesas relativas à estadia dos participantes e à organização geral do evento, que recebe apoio de diferentes setores da sociedade. Já a OBA é realizada por uma comissão formada por membros da SAB. O grupo responsável é constituído pelos astrônomos João Canalle (UERJ), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ) e Jaime Fernando Villas da Rocha (UNIRIO).

Fonte: correioweb.com.br/euestudante

 

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