| Os perigos de um mundo descartável |
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| Sex, 27 de Janeiro de 2012 10:10 |
Quando seu aspirador de pó quebrou, a italiana Giovanna Micconi se revoltou ao saber que a peça de reposição sairia quase o preço de um novo. Valia mais a pena comprar outro, escutou do atendente, apesar dos poucos anos de uso do aparelho. "Algo de muito errado está acontecendo com a nossa sociedade", postou aos amigos no Facebook. Doutoranda em literatura africana pela Universidade de Harvard e residente há alguns anos nos Estados Unidos, ela compartilha um sentimento universal - o de que o tempo de duração das coisas, assim como a percepção do nosso tempo, também parece acabar de forma bem mais rápida.
Geladeiras que duravam 40 anos e hoje são trocadas em menos de 10, TVs ultrapassadas de uma hora para outra por novas funções, liquidificadores que pifam a um impacto mais forte, computadores que envelhecem assim que saem da caixa. Não importa se esses produtos são comercializados em Boston ou São Paulo. Os bens de consumo duráveis nunca foram tão descartáveis. |




Quando seu aspirador de pó quebrou, a italiana Giovanna Micconi se revoltou ao saber que a peça de reposição sairia quase o preço de um novo. Valia mais a pena comprar outro, escutou do atendente, apesar dos poucos anos de uso do aparelho. 